terça-feira, 24 de abril de 2012

Minha melhor lembrança

                                                                        Marinês Z. Brun
De toda a minha vida sou atenta: cada fase; cada instante, cada lembrança!
 Que bom estar em dúvida: qual é a minha melhor lembrança se são tantas a listar?
 Quem sabe eu comece falando no meu medo do monstro da bandeja de biscoito. É! O desenho da lagosta que eu via quando as bolachas iam acabando...
 Ou, talvez tenha sido o meu primeiro dia de aula, quando, com meu material debaixo do braço, meu chinelinho amarelo e com minha blusinha de patinhos bordados pela minha mãe, em fila, diante da professora, eu ouvia a inesquecível frase: “Você será uma boa aluna, tenho certeza!”
Pensando bem: poderia ser aquele dia de festa junina em que, com meus colegas, atravessamos a fogueira!
E, quem sabe, meu primeiro beijo?!!! Meu primeiro baile?!!! Ah! Já sei! A primeira dança e o perfume de meu amor!!! Ou a certeza de meu amor!!! Seu beijo, seu abraço!!!
Nossa!!! Sim!!!
Sim! Sim! Sim! Três sins que dão sentido a minha vida. Ao meu eu.
Sendo eu o que eu sou! Tanto tenho a agradecer o que me engrandece: a minha escolha profissional! Aos meus alunos! Às minhas filhas! Ao meu amor ! A deus!
Quanto mais posso escrever!!!
Tanto mais tenho a dizer!!!
 Lembro-me de minha professora da 2ª série. Ah! Como ela me cativou, inspirou-me, mostrou-me. Sim! Agradeço a ela por ter-me revelado o sentimento de professora aos 8 anos.
E minha mãe, pegava-me pela mãe que me conduzia até a porta da escola.
E meus amigos, que me ensinaram um pouco mais a acreditar em mim mesma, em meus sonhos, em meus ideais... Lembro-me: eu queria e achava que podia mudar o mundo!!!
Mas, ainda acredito na utopia...
E a vida continua...
E, ao limiar de minhas próximas décadas, quererei ficar ainda em dúvida sobre minha melhor lembrança porque, imagine, serão tantas.... Tantas....!!!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

PALAVREAMENTO: UM ENSEJO


Marinês Zembruski Brun

Tecer, envolver, enredar...
ações humanas que nos caracterizam 
capazes de estabelecer laços,
pessoas que se encontram,
que se conhecem, que se amam,
que se constroem continuamente.
Algo assim acontece também com as letras e palavras.
Elas têm um quê que vai além de sua simbologia, 
de suas formas.
Carregam uma significação tal
 capaz de promover a compreensão e a incompreensão;
a união e a desunião;
o amor e o ódio;
a alegria e a tristeza;
a paz e a guerra;
os encontros e os desencontros...


PALAVRA

Palavra cristalizada
Divina palavra
Misteriosa coisa, a palavra!
Asas dos corações apaixonados
Palavra... que traz lembranças e leva saudades...
Inspiração dos poetas
Materialização do poema
Palavras ao som do vento:
Cantarolar dos pássaros em coro em tempos de primavera,
O cricrilar dos grilos em noites escuras;
Deslizar sereno das águas à luz do luar;
Sopro do vento entoando uma melodia incompreensível,
Porém, envolvente...é o vento querendo cantar.
Palavra bendita
Palavra contida
Palavra mal  dita
Palavra refletida.
Palavra...
O bater do coração
O ritmo de um violão
O soluço também uma palavra
O silêncio querendo mostrar que também fala
A mais suave das falas, uma melodia...
Que faz seres humanos pensar
A criança adormecer
A noite declamar sua poesia
Palavra: traz dor, faz a história,
Faz sonhar, acreditar no amor,
Faz construir, a esperança, a alegria, a força
Faz crer no infinito amor: Deus!

TECITURAS


Marinês Zembruski Brun
A palavra texto vem do latim e significa tecer.
Tecer a trama de significação
contida em cada possibilidade comunicativa,
de interação e inter-relação humana.
Num processo constante e contínuo de auto-construção.
Texto que é trama de histórias vividas.
Texto com seus prefixos e sufixos de significados;
que descortinam o real e o fantástico,
o próximo e o distante, o novo e o arcaico...
enfim, a história.
TEXTO
Textualizar
Contextualizar
Destextualizar
Intertextualizar
Hipertextualizar...
Tudo história!
História?
É. História do 
“No princípio era 
assim...”
História  do “Era uma 
vez...”
História do 
“Eu penso assim...”
Do “Eu sou assim...”
História que se constrói
História que constrói...
Textos envolventes
Intertextos marcantes
Contextos instigantes
Hipertextos que enredam
(Pre)textos que 
encaminham 
descaminhos

VEREDAS

“No princípio era o verbo”
...e continua sendo...
O que move todas as ações 
humanas
e não humanas:
Falar a linguagem universal 
do amor
Cantar a maravilha de poder
 construir-se a cada momento
Desejar percorrer caminhos novos e imensuráveis e se
Emocionar com desvelamentos
a serem desfolhados pela 
condição humana
Humanizar-se 
harmoniosamente física, social
e intelectualmente,
concebendo vivências 
saudáveis e felizes
numa dinamicidade vital
Interagir num processo constante e envolvente a fim de
Compartir universos interiores
provedores de conhecimentos e atitudes capazes de
Consensualizar aprendências em suas concretudes
com o  propósito de
Esperançar o encantamento sagrado e oportunizador do ato de
Conjugar “a emergência humana em outras veredas”,
em que o verbo
Amar seja 
verdadeiramente intransitivo. 
                       Marinês Z. Brun

ABRIR CAMINHOS



Falar em Educação é um desafio sempre velho e sempre novo:
da mesma forma apaixonante e instigante.
São tantos os conceitos e teorias e,
do mesmo modo,
tantas são as experiências e vivências!
No sentido lato, todos nós somos educadores.
Mas, a nós, educadores-professores,
foi confiada a responsabilidade-capacidade-habilidade muito especial:  lidamos com seres fazedores de diferença
e de transformação social, cultural, histórica... 
Toda e qualquer ação humana é retrato da educação
e do propósito com que foi construída.
Assim, as veredas que desejarmos seguir,
temos o poder de construir... 
                                                            Marinês Zembruski Brun

terça-feira, 10 de abril de 2012

MEUS OITO ANOS - Casemiro de Abreu

EU, ETIQUETA - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

ISMÁLIA

Monteiro Lobato – trabalhando algumas obras

Queridos alunos e alunas!!!

Aqui estão os títulos das obras de Monteiro que vamos abordar com alguns marcadores que servirão de suporte.


 A CHAVE DO TAMANHO 

Tema:
Tipo textual:
Gênero textual:
Contexto histórico abordado (pesquisar):
Espaços na história (descrição dos mesmos):
Personagens e seus papéis:
Enredo:
Lições:
Conceitos: – apequenamento da humanidade
                  – leis de sobrevivência

                     -  relatividade de tamanho



 VIAGEM AO CÉU

Tema:
Tipo textual:
Gênero textual:
Conceitos: - constelação
             - astronomia...
Personagens e suas características:
Nomes (pesquisar): - Galileu
                      -  Flamamarion
                      - Copérnico
Planetas: comparações entre eles
Enredo:


 O POÇO DE VISCONDE

Tema:
Tipo textual:
Gênero textual:
Conceitos: - geologia
                 - formação do planeta
                 - surgimento da vida
                 - matéria orgânica e inorgânica (...)

Personagens  (características e papéis):
Enredo ( partes e assuntos):
Palavras estrangeiras:
Pesquisa: - petróleo
                - pré-sal


 
 AVENTURAS DE HANS STADEN

Tema:
Tipo textual:
Gênero textual:
Conceitos: - grandes navegações
                  - epopeia
                 - equinócio
                 - cosmografia
                 - termos técnicos (pesquisar significados)
Palavras indígenas e seus significados:
Personagens  (características e papéis):
Enredo (partes e assuntos):

 
DOM QUIXOTE DAS CRIANÇAS

Tema:
Tipo textual:
Gênero textual:
Conceitos: - cavalarias e cavaleiros medievais
Personagens  (características físicas e psicológicas):
Enredo (partes principais – cronologia – locais episódios)
Pesquisa: - Miguel de Cervantes
                - palavras desconhecidas e seus significados
             - diferentes versões e artistas que ilustraram Dom Quixote
                


MEMORIAL(ensaiando)

UM POUCO DE HISTÓRIA

Quando nasci, em meados de dezembro daquele 1972
Pai orgulhoso e mãe festiva
tinha certeza que, na vida,
não se daria por satisfeita:
professora seria.

Tinha sete anos, quando à escola tive acesso,
Um ano depois, sabia, estava traçado meu o meu processo.
A essa altura, dois irmaõs, Claudio e Nédis
Minha vida coloriam.

Aos doze anos, minha vida de estudante interrompi.
Papai tinha planos que não pude seguir.
Lutei, conversei, briguei....
Aos dezessete... retornei.
Em Belmonte o Ensino Fundamental, concluí.

Em 1990, o amor aconteceu!!!!
Planos diferentes povoaram minha mente...
Ingressei no Ensino Médio
Três anos se passaram
Novidades chegaram: um bebê e um casamento
Minha vida transformaram.

A Universidade tornou-se rotina de férias
Quando o Magister eu conheci...
Português e Alemão, o estudo tornou a ser.

Entre idas e vindas de Descanso a São Miguel
Minha segunda princesa
tornou-se minha companhia.
Entre livros e mamadeira, feliz eu seguia!!!

A formatura foi uma festa e eu disse: por ora chega!!!
Mas o Mestrado bateu à porta
e Joaçaba lá fui eu...
Nessa época, Tunápolis também era minha rotina, além da CNEC.

Muito trabalho... leituras e... choro - saudades!!!
Assim, Everardo tornou-se a minha escola
Também as viagens a trabalhos
e as experiências de Pós.
Muitas gentes... muitas histórias...
Vivências para contar!!!!

Anos se passaram,
Minhas filhas... minha vida!!!!
Meninice e adolescência... e faculdade chegando.

Assim, os anos vão passando
A escola, a família...
Professora e catequista
Novos estudos e perspectivas,
Olhares e compreensões

segunda-feira, 9 de abril de 2012

PARA PENSAR E RESPONDER RÁPIDO

1. Cite, ao menos, cinco classes de palavras.


2. Qual é a função do trema de acordo com a nova ortografia?


3. Quanto à estrutura das palavras, o que é um elemento mórfico?


4. Defina prefixo e sufixo e exemplifique.


5. No processo de formação das palavras, em que consiste a aglutinação e a justaposição?


6. Defina e classifique substantivo.


7. Qual é o papel do adjetivo?


8. Apresente o plural dos seguintes substantivos: degrau – cidadão – Atlas – tico-tico – ex-aluno – amor-perfeito.


9. Anuncie a locução adjetiva em :
Nesse inverno, houve muitos dias de chuva /  Amor de mãe é incondicional.


10. Enumere os artigos.


11. Quais são as pessoas do discurso? Cite-as.


12. Na frase: Eu te amo, quais são os pronomes? Como se classificam?


13. É correta a expressão?: Entre mim e ti não há divergências.

14. Classifique e exemplifique numeral.


15. Um período de dez anos pode ser chamado de........................

16. Afirme o numeral na frase: Tomou sozinho meio litro de iogurte.


17. Que modo verbal expressa um fato considerado hipotético, duvidoso ou incerto?


18. Em que voz se encontram os verbos nas frases abaixo:
Venderam muitas casas. / Ela cortou-se com a faca. / Vende-se carro.


19. Na expressão: Luana chegou cedo, qual é o advérbio?


20. Cite, no mínimo, três tipos de advérbio.


21. Conceitue Denotação e Conotação.


22. Indique a construção correta de acordo com a norma culta:
Está na hora da onça beber água. / Está na hora de a onça beber água.


23. Aponte a conjunção na oração: Desde que chegou, não parou de falar.


24. Defina: Frase – Oração – Período.


25. Identifique o sujeito e o predicado nas frases:
Muitos fatos estranhos ocorreram naquela casa  /  Chegamos cedo à festa.

26. Caracterize o tipo de predicado (verbal ou nominal) nas orações:
 Márcia saiu com o carro  /  Márcio estava aborrecido.


27. São chamados verbos de ligação:............................


28. Na frase: Carlos emprestou o livro para Luciana, Classifique o verbo(VI, VTD, VTI)  e o objeto(OD, OI)


29. Em: “Hortência, rainha do basquete, dribla preconceitos”, localize o aposto.


30. Em: “Ei!, amigo, por favor me empreste a caneta! Qual é o vocativo?


31. Na frase: “Uma garota venceu o concurso” – O artigo é...


32. Diga qual é a lista de artigos que conhecemos.


33. Como caracterizamos o substantivo composto?


34. Para que serve o substantivo Próprio?


35. Diga quais são os adjetivos na frase:  O natal é uma data festiva pela qual as crianças esperam por presentes divertidos.


36. Das palavras: a, antes, após, até, para, porque, apenas uma não é preposição. Qual?


37. “Quase morri de rir” está em sentido conotativo ou denotativo?


38. Qual é a figura de linguagem na frase: “A vida é um palco no qual somos todos artistas.”


39. Por que não usamos crase na frase: “Estava a organizar o material quando o sinal soou”.


40. Explique o que é um texto narrativo.


41. Cite, ao menos, cinco gêneros textuais que você conhece.


42. Pense e diga uma frse que contenha sentido conotativo, ou seja, figurado.


43. Temos, basicamente, três tipos textuais. Quais são eles?


44. Como chamamos a primeira “escola literária” brasileira?


45. “A arte pela arte” constitui-se característica/tema de que estilo literário?


46. Em que consiste um texto literário? Cite algumas características.


47. O texto não-literário é encontrado basicamente em textos jornalísticos, artigos, documentários.... Qual é o tipo de linguagem predominante nele?


48. Como você caracteriza um gênero textual?


49. Cite três obras de Machado de Assis.

50. Machado de Assis é um renomado autor brasileiro que pertenceu a qual escola literária?


51. O Ateneu é obra marcante da escola literária chamada..................e escrita por............................


52. O Romantismo apresentou, em seu contexto/característica, o que chamamos de três gerações românticas. Que nome damos a elas?


53. Lembre-se de três artistas representantes da Semana da arte Moderna e cite-os.


54. O Modernismo apresenta algumas fases, de acordo com os contextos brasileiros do séc XX. Como elas se distribuíram?


55.  O autor de Os Sertões que marca a versão do autor sobre a luta de Canudos é:


56. Macunaíma, obra que ficou conhecida como rapsódia e ilustra, na compreensão do autor, o herói sem caráter e as diversas faces do Brasil, foi escrita por ............................


57.  O romance O Quinze é uma obra que caracteriza a experiência da seca nordestina, foi escrita por:


58. “Se você recolher um cachorro que morre de fome e o tornar próspero, ele não o morderá. É esta aí a diferença principal entre um cão e um homem.” O defeito humano criticado pelo autor do texto é: a) ingratidão / b) violência  / c) egoísmo

59. A expressão: Fazem cinco anos que ele mudou – está certa ou errada quanto à concordância? Justifique.

60. Como é composta a estrutura de um soneto?

61. Um acontecimento histórico brasileiro foi concomitante ao Arcadismo no Brasil. Qual?

62. Vanguarda que exaltava a era moderna, a máquina, a velocidade, o movimento, desprezava a democracia e o socialismo:
 (  ) expressionismo (  ) dadaísmo (  ) surrealismo (  ) futurismo (  ) cubismo


63. Qual o autor brasileiro que, mesmo sendo um crítico severo da política e sociedade contemporânea, merece destaque por sua produção no campo da literatura infantil?


64. Subjetivismo, valorização do inconsciente e do subconsciente, busca do vago, do diáfano, musicalidade, sugestão são características da poesia:


65. Poeta que fala com humor e ironia da mediocridade da "vida besta" que preside o cotidiano e cuja obra (A Rosa do Povo, Claro Enigma) é marcada por vigoroso espírito de síntese e pelo sentido trágico da existência. Trata-se de:


66. Assinale a alternativa que contém erro de concordância nominal:
a) Eles ganharam bastantes prêmios.
b) É proibido a entrada de estranhos.
c) Elas tomaram duas meias garrafas.


67. Indique a data e local da realização da Semana da Arte moderna.


68. Castro Alves, uma das figuras que melhor interpretou e expressou o lirismo do povo brasileiro, defendeu através de suas poesias, principalmente:


69. Pelo novo acordo ortográfico, paroxítonas que possuem ditongos abertos perdem o acento. É o caso de ideia, assembleia... Cite ao menos uma palavra a mais que segue a mesma regra.






70. Afirme o nome da autora catarinense que expõe, em seus romances, fatos relacionados à imigração alemã.


71. Autor gaúcho que escreveu a trilogia O Tempo e o Vento.


73. Separe corretamente as silabas das palavras: sublime e sublinhar.


74. Indique a escrita e pronúncia correta nas palavras: privilégio – previlégio; principício – precipício; cafanhoto – gafanhoto.


75.  Confirme a opção correta: É meio dia e meio / É meio dia e meia. E justifique a utilização.


76. Pela nova ortografia, escreve-se: minissaia – mini-saia; auto-retrato -
Autorretrato; autoestima – auto-estima.


77. Autor catarinense que se destacou na estética Simbolista:


78. Que poema de Manuel Bandeira faz crítica à situação de mendicância e fome do ser humano, principalmente, brasileiro?


79. Em que consiste a tendência contemporânea chamada Concretismo?


80. Aponte o romance de José Lins do Rego que aborda temáticas referentes ao ciclo da cana-de-açúcar.


81. Cite, ao menos, três personagens da obra O Pagador de Promessa, mas, antes, diga o nome do autor da mesma.



82. Fale sobre as temáticas abordadas na obra Treze Cascaes.



83. Jorge, um brasileiro denota que categoria de trabalho brasileira?


84. Cidade Ilhada é uma obra que representa várias realidades em forma de contos/relatos. Relembre de alguns títulos e oralize-os.



85. Fale sucintamente sobre a história de Inocência – de Visconde de Taunay e a qual estilo literário pertence.



86. Memórias de um Sargento de Milícias retrata a história de Leonardo. Caracterize-o.



87. Que obra relata a vinda de imigrantes libaneses ao Brasil e como foi a trajetória e instauração da mesma nesta terra.

ATRITOS- Roberto Crema



Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas
extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas

Faz parte...
Reveses momentâneos
servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida
como grandes pedras,
cheia de excessos.

Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

Descuidar do lixo é sujeira

DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA
PROFE. MARINÊS
ALUNO(A): _________________________________________1ª SÉRIE       ___/___/___

Leia os textos que seguem observando suas diferenças e/ou semelhanças. Em seguida responda às questões propostas.

Texto 1                                    Descuidar do lixo é sujeira

Diariamente, duas horas antes da chegada do caminhão da prefeitura, a gerência (de uma das filiais do McDonald’s) deposita na calçada, dezenas de sacos plásticos recheados de papelão, isopor, retos de sanduíches. Isso acaba proporcionando um lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali revirar o material e acabam deixando os restos espalhados pelo calçadão.
(Revista Veja, São Paulo, 23/12/92.)

Texto 2

O Bicho

Vi ontem um bicho,

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão
Não era um gato
Não era um rato.

O bicho, meu Deus!, era um homem.

(Manuel Bandeira)


1.      Os textos apresentam semelhança quanto ao conteúdo.  Qual?

2.         A diferença essencial entre os dois textos está na linguagem. Aponte-a.

3.      Por que alguns textos são considerados literários e outros não? Classifique os textos acima quanto a esse aspecto.

4.      Qual a fonte de informação do primeiro texto? E qual a relevância de um texto ser publicado nesse tipo de meio de comunicação?

5.      Na 3ª estrofe do texto 2, o eu lírico começa a identificar o bicho que comia no lixo. Primeiramente a identificação era feita por negativa: “O bicho não era um cão,/ não era um gato,/ não era um rato. No último verso, ocorre a identificação: “O bicho, meu Deus, era um homem”.
a)      Que efeito de sentido sugere a identificação por termos negativos?

b)      A comparação do bicho com cão, gato e rato sugere que condição ao ser humano?

c)      Que sentimento do narrador se manifesta na expressão “meu Deus”?

6.      O foco narrativo presente no primeiro texto está em ______________________e no segundo__________________. Sendo que podemos considerar os narradores como sendo, respectivamente, ______________________ e ___________________________.
7.      Podemos afirmar que o segundo texto reúne os três papéis fundamentais da literatura, ou seja, de repasse de conhecimentos humanos historicamente constituídos, crítica social e hedonístico? Justifique sua resposta.


8. Tanto o texto 1 como o texto 2, possuem como característica o discurso indireto. Escolha um e crie/transforme em discurso direto, mantendo a ideia central.
Bom trabalho!!! Profe Mari

Proposta de Redação – LPL – Profe Mari


Leia o texto abaixo, e, posteriormente, siga a proposta de redação que poderá ser desenvolvida em duplas, para, posteriormente ser lida e avaliada.
Bafômetro "flagra" dois bombons de licor
Em teste supervisionado pela PM, aparelho acusou 0,21 mg de álcool, o suficiente para perder o direito de dirigir por 1 ano
Dois bombons com recheio de licor podem ser o suficiente para que o motorista leve uma multa de R$ 955, sete pontos na carteira de habilitação e suspensão do direito de dirigir por um ano, de acordo com a nova lei que regulamenta os níveis de tolerância de álcool. O teste, realizado em um bafômetro da Polícia Militar, foi feito imediatamente após o consumo dos doces - o que, segundo a PM, pode ter sido a causa de o equipamento ter acusado o alto teor (0,21 mg de álcool por litro de ar expelido).
Pela nova lei, a partir de 0,1 mg/l, o motorista está sujeito à multa e à suspensão da habilitação. Com mais de 0,3 mg/l, o condutor pode pegar detenção de até três anos.
                                                                                                (Texto adaptado da Folha de S. Paulo on line de 25 de junho de 2008)
Utilize-se das informações presentes no texto e elabore, com criatividade, humor e coerência, um texto em prosa narrando um episódio em que um personagem recebe infração por “consumo excessivo de bombons”.
Seu texto deverá apresentar traços descritivos e conter de 25 a 30 linhas. Poderás  utilizar-se  de discurso direto ou indireto, e você poderá optar por ser personagem ativo ou, apenas, observador.
Elabore um título bem oportuno e original. E... divirta-se!!!  BOMM TRABALHO!!!